Mais alguns dias e mais algumas novas experiências. A mais marcante foi a aula de fisiologia em que vimos 2 rãs com a medula e o cérebro 'destruídos' para que não sentissem dores quando fossem feitas algumas operações dentro delas, como a mostra de seus nervos, do coração, o corte de uma articulação, etc. Alguns sentiram nojo, outros ficaram com dó de 'matá-las' e muitos queriam fazer o mesmo em humanos =P. Após todos os procedimentos tivemos que anotar os resultados, as reações da rã mediante alguns estímulos recebidos e feitos pela monitora, como mecânico, elétrico e químico. Alguns deles quando feitos no nervo são mais rápidos e intensos ou mais sutis e demorados, em outros o mais rápido e intenso acontece no músculo e não no nervo e assim também ocorre com os mais sutis e demorados. Outra aula marcante foi a primeira do sábado, em que 'vimos' um vídeo e enquanto muitos quase dormiam, fomos surpreendidos com o pedido de um 'resumo' do que a poetiza estava relatando. Sem muita atenção no que estava passando, muitos ficaram sem o que escrever e p/ escrever em uma página inteira, não era pouca informação. Bom, não dá pra relembrar todas as aulas mas dá p/ dizer que o interesse está ficando cada vez maior e a certeza de querer isso realmente, está ficando mais forte.
"Na varanda
Onde o ar anda depressa
Vai embora na conversa
Nossa pressa de ficar
Na varanda
Onde a flor se arremessa
Onde o vento prega peça
Nos traz festa pelo ar"
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010

Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a tradição nos traduz outra alegria
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
[...]
Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação
tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha...
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a tradição nos traduz outra alegria
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
[...]
Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação
tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mais algumas histórias...
"Cai a noite na cidade, vinda de lugar nenhum...e o dia vai embora indo pra lugar algum." É...a preguiça bateu e passaram alguns dias, mas nada de tão especial aconteceu. As aulas ficam cada dia um pouco mais específicas, e quanto mais tenta-se entender, vai abrindo um leque de explicações, coisas que podem ser assim ou que já foram mudadas, que um sujeito pensou de tal maneira, mas veio o outro e por um corte epistemológico fez tal afirmação e o que era considerado como 'verdade' mesmo que temporária, perdeu sua validade. Parece esclarecer mas ao mesmo tempo que as ideias ficam mais claras, vem mais informações e acaba, não posso dizer enlouquecendo, por ser ainda muito cedo, mas chega perto. Hoje fomos privilegiados com a aula de psicologia:ciencia e profissão mais uma vez. Elas são pra mim sempre viajadas, mas apresentam um certo fundamento, obviamente. O texto que fizemos discussão era praticamente estabelecendo o objeto de estudo da psicologia, falava também sobre a frase 'de psicólogo e louco, todo mundo tem um pouco'. Então diferenciava a 'psicologia' do senso comum e a psicologia científica. Já a segunda aula, da mulher meio louca, foi linda e apaixonante, como diria ela. Bom, não foi tão linda e apaixonante assim, mas foi razoável. Ela tenta dar o seu máximo mas o texto é cansativo e tem informação a todo segundo. Ela fala sobre história das ciências e história das ideias, externalismo e internalismo. Thomas kunt, Bachelard, Althussar, entre outros nomes complicados que vão deixando a memória com espaços cada vez menores.
Para mais um começo de semana: 'The more of this or less of this or is there any difference'.
Para mais um começo de semana: 'The more of this or less of this or is there any difference'.
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010

Na terça-feira 'começamos o dia' ou a noite com aula de cultura religiosa!Descobrimos um trabalho para fazer e iniciamos a bela confusão!Era um grupo querendo espiritismo, outros também. No final davam 5 pessoas representantes de 5 grupos que queriam falar sobre o mesmo tema! E entre eles estavamos nós, na busca de sermos escolhidas! Mas...triste fim. Não foi o que aconteceu. P/ não ficarmos com um tema que 'sobrasse' saímos do sorteio e decidimos por 'candomblé'. A aula foi meio cansativa mas são interessantes esses temas de religiões que não conhecemos e que pelo visto, vamos fazê-lo um pouco mais a frente. Já a segunda parte veio cheia de conceitos e ideias que parecem mirabolantes, sem pé nem cabeça. Mas com um pouco de atenção você vai relacionando isso com o cotidiano e com as pesquisas ja ouvidas e ja vistas. A professora 'Candice, quem disse?!' sai disparadamente falando sobre 'antropologia de gabinete', 'antropologia de varanda' e 'antropologia de pesquisa de campo'. No começo pareciam expressões gregas, não fazíamos a menor ideia do que isso se tratava. Mas nessa aula as coisas começaram a ficar um pouco mais claras. Apesar de um pouco confusas, as relações estabelecidas entre a antropologia e a psicologia são muito próximas uma da outra e através disso podemos relatar comportamentos de uma determinada tribo, um determinado grupo social.Palavras como 'metier', 'hermenêutica', 'investigação empírica', 'etnográfico', foram algumas das novas que entraram para o vocabulário que de agora em diante vai ser essencial. Descobri também que a interpretação do antropólogo é baseada em teoria e dados além da sua interpretação, do seu olhar modificado sobre um determinado espaço habitado por um tipo de grupo a ser estudado. A pesquisa de campo é o trabalho de descrição de uma realidade empírica, é embasado na participação de quem está fazendo a pesquisa de campo.
Depois de nomes, expressões e algumas explicações, o dia acabou com músicas do baú da mix!
NÉ, amigo? =)
terça-feira, 2 de março de 2010
"Todos os dias antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia...sempre em frente, não temos tempo a perder". É mais ou menos assim que se prossegue as histórias contadas aqui! Anti-ontem foi um dia de psicologia: ciência e profissão e história da psicologia. A primeira foi cheia de explicações sobre uma ideia da psicologia, de atitudes que você pode tomar em determinadas situações, de como se comportar diante de um assassino ou como dizer pra ele que ele está errado ao cometer um crime. Disse que é complicado porque o psicólogo está ali p/ ouvir, para dar 'pistas' de caminhos que podem ser escolhidos, mas que nesse caso é possível fazer denúncias, ainda que anônimas. A segunda aula foi marcante! A prof. Lívia faz os olhos ficarem arregalados e faz a gente ficar com uma curiosidade gigante das coisas que começa e não termina de falar. Algo sobre psicanálise, Freud, sexualidade, alguns assuntos que parecem clichês da psicologia mas que a grande maioria leiga não sabe explicar a fundo o que significa. Bom, para um ótimo começo de semana vai o seguinte trecho:
"Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!"
"Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!"
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